A BANDA

Plástico Lunar? É, isso mesmo. Banda de rock que impressiona por fabricar uma música rica, que já beijou o blues e abraçou o progressivo, oscila entre a psicodelia e a Black music e vem se destacando em Aracaju por produzir um som sem afetação dos ritmos regionalistas, mas sim, antes de qualquer rótulo, é autenticamente uma banda de Rock’n Roll.

A Plástico Lunar é formada por Daniel Torres (Vocais e Guitarra), Plástico Jr. (vocais e baixo), Leo Airplane (teclados) e Marcos Odara (bateria). A banda tem 2 Eps, “Plastic Rock Explosion” (2003), “Próxima Parada” (2005); lançou em 2009 “Coleção de Viagens Espaciais”, seu álbum oficial pela Baratos Afins, selo consagrado por imortalizar pérolas da psicodelia brasileira, e em 2011 lançou o single “Mar de Leite Azedo” dando uma amostra do som que virá no segundo álbum da banda. O grupo já esteve presente nos maiores festivais e palcos do país, entre eles: Abril Pro Rock (PE), Psicodália (SC),Festival DoSol (RN), Feira da Música (CE), Bananada (GO) e SESC Pompéia em SP.

"DIAS DIFÍCEIS NO SURINAME"

A longa jornada dos que não desistem com facilidade começa muito antes dos problemas. Sim, pois muito antes, existia A esperança. A resistência veio depois, pra provar o extremo da vontade. Grilo City, certa feita, era a capital surreal do, também fantástico ou fantasioso, Suriname. De seus heróis pouco se conta, pois este lugar fica nos limites da realidade. Era difícil sair desse território, pois esse país era como uma ilha, cercada de um mar de leite azedo. Pois a verdade é longe.

 

Nesse longo rio da vida, passados nesse país fantástico existiam filmes imprescindíveis e shows em num cinema, lançamento de clipes, pessoas fumando e provando que o sistema de incêndio precisava ser revisto e, principalmente, um louco, sim amigos um louco...alias 4 loucos!! que se uniram pela musica e a vontade de fazer acontecer. Que um dia já foi solar, mas depois virou lunar. “Ah, vai lá...”. Para alcançar essa valsa, todos tomaram Algo Forte, para que fosse a hora e a vez dessas madeixas brotarem. Combinação explosiva

 

Nossos heróis juntos, se passaram muitas vezes como Persona Non Grata. Nem Aí, eles continuaram a iluminar o caminho das pedras com as cores que tinha em mãos. No mapa, esse era o caminho dos prodígios. Eles que já haviam encontrado Todo Pecado do Mundo, em uma de sua coleção de viagens espaciais de ida e volta, até a lua, em naves, que como o amor, era feitas de plástico.

 

Quem Diria? A Esperança era o que restava para que nossos heróis voassem por aí, do Suriname, de Sergipe, de suas próprias cabeças, para o mundo, para encontrar uma forma de espalhar seu Cancioneiro multicolor por toda a galáxia e além. Mesmo que os zineiros do Gambiarra não gostassem. Mophados que eram, entre quase besouros que, às vezes, se movessem como pedras na sala de jantar. Com seus raios coloridos entre acordes e camadas, entre synths e órgãos. E todos viraram conquistados fáceis e fluidos.

 

Confesso que de nossos heróis uma vez Quase Desisto, mas só seria possível se eu nunca tivesse provado do veneno que entorpece a cada vez que me vem à certeza de que Amanheceremos, tão pouco preocupados em nascer e morrer.

Esses Dias Difíceis (e polêmicos) no Suriname, sempre irão existir. Afinal, foram eles que criaram está moldura para o quadro derretido em desencanto que às vezes são a aquarela sem traço dessa vida. Serão dias de lembranças de almas desencontradas por gerações que vagam arengueiros por certos labirintos de jovens com idades aproximadas. Talvez sejam tão desencontradas que às vezes assumem posições bipolares de idades discrepantes. E quem nunca se sentiu assim? “A realidade fere. Fere até você e eu. E além do mais eu sei bem... Não há lei em Grilo City!”.

Mas nesse lugar, com certeza, a mágica aconteceu e o rock era EXPLOSIVO!

 

 

Werden Tavares.